quarta-feira, 17 de junho de 2009

ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE DESPORTOS


Associação Portuguesa de Desportos
A comunidade lusitana já era participativa no esporte paulista lá para os idos de 1920, quando foi fundada a “Associação Portuguesa de Esportes”. A agremiação era o resultado de uma enorme fusão entre cinco outros clubes de, digamos, motivos portugueses – Luzíadas Futebol Club, Associação 5 de Outubro, Esporte Club Lusitano, Associação Atlética Marquês de Pombal e Portugal Marinhense. Para suas primeiras participações no torneio estadual, a Portuguesa se uniu ainda à Associação Atlética Mackenzie. Só em 1923 é que uma equipe denominada unicamente Portuguesa entrou para a lista de participantes – e o “esportes” do nome viraria “desportos” bem depois, em 1940.
O clube nasceu de forma amadora, convocando jogadores por meio de anúncio nos classificados do jornal – e prometendo pagar o dinheiro da condução, que na época era o bonde. Mas já em 25 a Portuguesa contava com seu próprio campo, comprado junto à União Artística e Recreativa Cambuci – isso embora a estréia lá dentro não tenha sido animadora: derrota por 5 x 0 para o Germânia. O que ficava claro era que a Lusa crescia rapidamente e levava a sério aquela coisa de ser clube de futebol. Antes mesmo de seu primeiro título, o time já tinha um grande ídolo, o goleiro Batatais, que fez fama tanto por sua qualidade quanto pelo bom-mocismo que o levou ao prêmio Belfort Duarte.
O primeiro título paulista não tardou muito a chegar e, quando veio, foi em dose dupla. Com Fiorotti, Duílio, Barros, Frederico e o artilheiro Carioca, a Portuguesa foi campeã em 35, numa decisão controvertida diante do Ypiranga. A primeira partida estava empatada em 2 x 2, quando os adversários abandonaram o campo, indignados com a arbitragem. Os pontos foram computados para a Lusa, que, na dúvida, venceu a partida seguinte por 5 x 2 e ficou com o troféu. Em 36, outra vez com Carioca como goleador, veio o bicampeonato.
Djalma Santos na LusaA década de 40 não foi exatamente gloriosa, mas serviu para formar a base daquela que, sem dúvida, seria a maior equipe da história do clube. Basta observar a escalação do time que terminou em 5º lugar o Campeonato Paulista de 1948: Djalma Santos na lateral-direita, Brandão e, no ataque, os irmãos Robles. Ou, Pinga I e Pinga II (que é quem se tornaria mais famoso e acabaria sendo famoso simplesmente como Pinga). Pinga foi o artilheiro do Paulista de 50, num time que tinha ainda Noronha - o integrante dos “Três Mosqueteiros” do São Paulo. Com boa parte daquela base mais Brandãozinho, Ipojucan e o monstruoso ponta-direita Julinho Botelho, a Lusa se sagrou bicampeã do Torneio Rio-São Paulo – na época, respeitabilíssimo - derrotando o Vasco da Gama do artilheiro Ademir em 52 e o Palmeiras em 55. No ano seguinte àquele título, a Portuguesa adquiriu o Canindé – que na época não era propriamente um estádio, mas um terreno com um campo – junto ao São Paulo. A inauguração foi contra um combinado Palmeiras-São Paulo, e a Lusa venceu por 3 x 2.
Depois daquela série de títulos, outro período de boas campanhas, mas que resultaram na revelação de jogadores, não em títulos. O centroavante Servílio, por exemplo, marcou impressionantes 34 gols no Paulitão de 1959. Só não foi o artilheiro porque na mesma época o Santos tinha um rapaz bom de bola usando a camisa 10, que marcou 44 vezes. Mais à frente, em 65, três jogadores que fariam fama no futebol brasileiro chegaram juntos à Portuguesa: Leivinha, Zé Maria e Marinho Peres. Durante esse período, as categorias de base começaram a forjar outra geração de sucesso. A Lusa faria algo admirável: conseguiria realizar as obras para transformar o Canindé num estádio de verdade sem, para isso, abrir mão de conquistas. Foi quase simultâneo: em janeiro de 72, um amistoso contra o Benfica inaugurou o primeiro anel do estádio, com capacidade para 10 mil pessoas. No ano seguinte, começou a construção do segundo anel. E foi justamente aí, em 73, que a Portuguesa voltou a levantar uma taça.
Levantou. Mas, se você for checar nos registros do Santos, vai ver que o time de Pelé e Edu também tem lá, anotadinho em seu currículo, “campeão paulista de 73”. Uma das decisões estaduais mais famosas de todos os tempos não teve nenhum dos craques do Peixe como protagonista, nem qualquer dos membros do excelente time da Lusa, como Badeco, Basílio, Cabinho e, principalmente, o ex-futuro-Pelé Enéas. Após o empate por 0 x 0, a decisão do título foi para os pênaltis. Com 2 x 0 de vantagem para o Santos e tendo a Portuguesa ainda duas cobranças para realizar, o árbitro Armando Marques, que não tinha na Matemática uma de suas grandes armas, deu a decisão por finalizada. Houve protestos, claro, e no dia seguinte a Federação Paulista de Futebol optou por dividir o título entre os dois clubes.

CLUBE DE REGATAS VASCO DA GAMA


Club de Regatas Vasco da Gama
O Vasco da Gama é mais um daqueles times de futebol do Rio de Janeiro que nasceu antes mesmo de o futebol emplacar por aqui. Nasceu, aliás, para outros fins; para o remo – esse sim popular na época. Naqueles últimos anos do século 19, foi o cansaço por ter que viajar até Niterói todos os finais de semana, para remar no Club Gragoatá, que levou os garotos Henrique Ferreira Monteiro, Luís Antônio Rodrigues, José Alexandre d’Avelar Rodrigues e Manuel Teixeira de Souza Júnior a levar adiante a idéia de montar uma agremiação junto a outros descendentes de portugueses: em 21 de agosto de 1898, levando o nome de um dos heróis da pátria-mãe, foi fundado o Club de Regatas Vasco da Gama.
Durante mais de uma década, o clube se prestou unicamente àquilo que seu nome prometia: regatas. Foi depois que um combinado de jogadores de futebol portugueses veio ao Rio de Janeiro a convite do Botafogo, em 1913, que a colônia passou a se interessar pelo esporte. Criou-se o clube Lusitânia – que só aceitava portugueses legítimos em seus quadros, algo que impedia sua presença na Liga Metropolitana de Sports Athleticos (LMSA). Após muita negociação, o Vasco absorveu o Lusitânia e, em 26 de novembro de 1915, nasceu o futebol no clube.
Durante anos, os cruzmaltinos (que, aliás, não usam a Cruz de Malta, mas sim a Cruz da Ordem de Cristo) foram coadjuvantes no futebol do Rio de Janeiro. O acesso à primeira divisão chegou em 1922, quando o time de Claudionor e Cardoso Pires derrotou o Carioca por 8 x 3 e levantou seu primeiro troféu, o da Taça Constantino. Não foi uma conquista fortuita: no ano seguinte, o time repleto de operários e de negros – enquanto a maioria dos rivais era de descendentes de europeus – e com um preparo físico muito superior à média da época, desbancou equipes que vinham tendo sucesso, como Fluminense, América, São Cristóvão e o antigo rival de regatas, o Flamengo, e se sagrou campeão em sua primeira participação na primeira divisão, grças aos gols de Cecy e Negrito. Foi naquele ano que os “camisas pretas” instituíram o pagamento de “bicho” – a retribuição por vitórias. Como o futebol era amador e os atletas não podiam receber dinheiro, os portugueses que apostavam nos triunfos vascaínos criaram uma tabela que dava para cada jogador um animal, de acordo com o grau do adversário derrotado: vitória sobre o América valia uma vaca; sobre o Fluminense, duas ovelhas e um porco. No ano seguinte, uma manobra com cara de discriminatória acusou o Vasco de profissionalismo (e suspendeu justamente seus jogadores negros e operários) e de não ter um campo em condições de receber jogos do torneio. O time foi obrigado a disputar o fraco campeonato da Liga Metropolitana de Desportos Terrestres, que venceu com tranqüilidade.
De volta à LMSA no ano seguinte, o Vasco teve a consciência de reconhecer a importância de ter o seu próprio campo de dimensões respeitáveis – coisa que, até hoje, é exclusividade sua no Rio de Janeiro. Uma campanha de arrecadação permitiu que, em 1927, o estádio se tornasse realidade: até a inauguração do Pacaembu, em 1941, aquele seria o maior estádio do País. Crescendo em qualidade e fama dentro de campo outra vez, em 1931 o Vasco se tornou o primeiro clube carioca a ser convidado para uma excursão ao exterior – Portugal e Espanha. Reforçados por Nilo, Carvalho Leite e Benedito (emprestados pelo Botafogo) e Fernando (Fluminense), os vascaínos tiveram tanto sucesso que voltaram sem dois craques: Fausto e Jaguaré, ambos contratados pelo Barcelona. Durante aqueles anos, as várias instituições que regiam (ou pretendiam reger) o futebol do Rio de Janeiro entraram em atrito e, em várias ocasiões, houve mais de um campeonato estadual disputado. A reconciliação geral veio em 1937, quando Vasco e América – cada um até então de uma corrente – comemoraram com o “Clássico da Paz” a criação da Liga de Football do Rio de Janeiro, que juntava todos os clubes médios e grandes.

terça-feira, 16 de junho de 2009

ESPORTE CLUBE JUVENTUDE



A Gloriosa História do Juventude
"As raízes são como as fontes que das profundezas emanam
aquilo que constrói o homem e a sua personalidade."
A história do Esporte Clube Juventude não é uma simples história comum. São 87 anos completados em plena efervescência e na mais plena das alegrias. Cada vez mais se solidifica a harmonia entre o clube e a região, tal o enraizamento que existe entre ambos. Falar da cidade significa falar também do Juventude, que é fruto dos primórdios da colonização italiana. E não se diz isso por mero favor ou por querer que assim seja. Os sentimentos que nos unem transcendem os da própria razão. Afinal, é o Juventude, incontestavelmente, o único clube que tem real tradição. Que tem história. O mundo sabe disso.
São vidas que correm paralelamente. Os imigrantes com com sua bravura e vontade chegaram aqui desbravando florestas. A seguir vieram os seus descendentes. Surgiu o Juventude do desejo e do sonho dos imigrantres e de seus filhos, mais os que se incorporaram a essa cidade durante a sua primeira geração. Em decorrência lógica, todas as gerações de caxienses das mais diversas estirpes estão interligadas com o JU. Não foi difícil, por conseguinte, que surgisse uma agramiação fortemente compacta, com todas as suas letras maiúsculas: JUVENTUDE.

CURITIBA FOOTBALL CLUB


12 de outubro de 1909. Esta é a data histórica registrada pelos historiadores, como da fundação do Coritiba Football Club. O que pensavam e sonhavam aqueles jovens, a maioria integrante da colônia de descendentes germânicos, sobre aquele ato de fundação de um clube, fruto do entusiasmo com a novidade que surgia pelo sul do Brasil? Teriam eles consciência de que, no transcorrer do século XX, o Coritiba seria a própria história do futebol paranaense, sua maior tradição, suas maiores conquistas? Na verdade, tudo começou pelo entusiasmo de um grupo, onde todos gostavam de praticar esporte. Reuniam-se no Clube Ginástico Turverein, mais tarde Teuto Brasileiro, quando surgiu uma grande novidade. Frederico Essenfelder, o Fritz, que residira um tempo em Pelotas, no Rio Grande do Sul, apareceu com o objeto da moda por lá. Uma bola de futebol. A curiosidade foi geral, face às notícias que relataram estar nascendo um novo esporte na cidade de Rio Grande, oriundo da Inglaterra, que desde o século anterior procurava difundir sua prática. E Essenfelder iria transformar uma imagem de sonho, numa autêntica realidade. Entusiasmaram-se João Viana Seiler, Leopoldo Obladen, Carlos Schelenker, Arthur Iwersen, Arthur Hauer, (que levava toda a família), Walter Dietrich, Roberto Isckch, Rodolpho Kastrup e muitos outros. Junto a eles, um brasileiro autêntico, José Júlio Franco, mais tarde formando um trio com Seiler e Obladen, decisivo a implantação do clube.

CLUBE DE REGATAS BOTAFOGO



O Club de Regatas Botafogo foi fundado em 01/07/1894, assim o Botafogo é o clube mais antigo do futebol carioca.
O Botafogo é o único Tetra-Campeão de Futebol do Rio de Janeiro (1932,1933,1934,1935). Esta é a razão das quatro estrelas em sua camisa.
A estátua do Manequinho foi transformada em símbolo da torcida alvinegra, após a conquista do Campeonato Carioca de 1957, quando nela foi colocada a Camisa do Botafogo, tornando-se este fato uma das tradições após as grandes conquistas do clube.
Sim é isto mesmo, a maior goleada do futebol brasileiro pertence ao Botafogo. No dia 30/05/1909, em jogo realizado no campo alvinegro da Voluntários da Pátria, o Botafogo venceu o Mangueira por 24 a 0. O time jogou com Coggin, Raul (1)e Dinorah(1); Rolando, Lulu(2) e Pullen; Henrique(1), Flávio(7), Monk(2), Gilbert (9)e Emanuel (1).
Enquanto na maioria dos times os grandes craques usam a camisa 10, no Botafogo a honra maior é carregar nas costas o número 7, imortalizado pelos dribles geniais de Garrincha. Durante o período sem títulos, nos anos 70 e 80, não houve muitos jogadores dignos de vestir essa camisa.
Mística é algo que os anos não apagam. O gol do título estadual de 89, que pôs fim a um jejum de 21 anos sem conquistas, foi marcado pelo camisa 7 Maurício.
Em1995, quando o Botafogo foi campeão brasileiro, o logotipo do patrocinador - a marca de refrigerantes SevenUp - era o número 7 estilizado. E qual era a camisa de Túlio, artilheiro do time e do campeonato? Sete, é claro.
Botafogo era um instrumento militar, uma haste com um pavio, com o qual o artilheiro detonava os canhões." Bota Fogo", era sinônimo de detonar.
No século XVI, Portugal construiu o maior navio de guerra da Europa. O Galeão S. João Batista, de 1000 toneladas que, por seu poder de artilharia e conquistas, ficou conhecido como "Botafogo". João de Souza Pereira, fidalgo português, natural de Elvas, famoso oficial de artilharia ganhou o apelido de Botafogo e incorporou ao seu sobrenome.
O adjetivo "O GLORIOSO" foi dado ao Botafogo após a conquista do segundo campeonato carioca, em 1910.
O folclórico Manga sempre esnobava o Flamengo nos dias que antecediam os clássicos. O Goleiro dizia: "Já providenciei todas as despesas, pois todo jogo contra o Flamengo o bicho é certo."
Nilton Santos, conhecido como a enciclopédia do futebol, só jogou em um clube em sua carreira. Amava tanto o Botafogo, que dizem que assinava seus contratos em branco, mostrando assim que o importante era honrar a camisa do Glorioso.
Mesmo sendo a base da seleção brasileira nas décadas de 60 a 70, cedendo jogadores como Garrincha, Nilton Santos, Didi, Amarildo, Zagalo, Quarentinha, Manga, Rildo, Gérson, Jairzinho, Roberto Miranda e Paulo César Cajú, o Botafogo só conseguiu um titulo brasileiro neste período. O de Campeão da Taça Brasil, que era disputado nos mesmos moldes da atual Copa do Brasil e tinha o mesmo valor do atual Campeonato Brasileiro.
Coisas do Futebol ! O Botafogo foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro de 1972, mesmo somando mais pontos do que o campeão Palmeiras.
O Botafogo foi o clube que mais cedeu jogadores para a Seleção Brasileira em todos os tempos.
O título conquistado em 17 de dezembro de 1995 marca a primeira vez que o Botafogo ganhou este atual Campeonato Brasileiro, porém já tinhamos sido campeão do Brasil antes.

CLUBE DE REGATAS FLAMENGO


O Flamengo já nasceu com a garra e o espírito vencedor. A idéia da criação de um grupo organizado de remo surgiu em bate-papos de jovens do bairro no Café Lamas, no Largo do Machado. O objetivo era entrar na disputa com clubes de outros bairros, como o de Botafogo, que já atraíam a atenção das mocinhas da época. Jovens remadores - José Agostinho Pereira da Cunha, Mário Spindola, Nestor de Barros, Augusto Lopes, José Félix da Cunha Meneses e Felisberto Laport – resolveram comprar um barco. O escolhido foi um já velho, porém adequado às finanças disponíveis. Cotizaram o dinheiro, adquiriram o primeiro patrimônio, que foi nomeado de Pherusa, e fizeram uma reforma completa para utilizá-lo. No dia 6 de outubro, os jovens, mais Maurício Rodrigues Pereira e Joaquim Bahia, foram dar a primeira volta com o barco. Saíram da Ponta do Caju, na praia de Maria Angu (atual Ramos), de tarde. Mesmo com o tempo ameaçador no céu, Mário Spindola dirigiu rumo à praia do Flamengo. Então, o primeiro grande desafio do grupo surgiu. O forte vento virou a embarcação e os náufragos tiveram que se segurar no que restou da Pherusa. Joaquim Bahia, excelente nadador, saiu até a praia em busca de ajuda. Mas a chuva cessou e logo apareceu um outro barco, o Leal, de pescadores da Penha, e fez o resgate dos jovens e da Pherusa. A preocupação passou a ser Bahia, que depois de quatro horas chegaria à praia, tornando-se o primeiro herói do Flamengo. A recuperação de Pherusa foi iniciada novamente. Quando ela já estava quase pronta, foi roubada e nunca mais vista. Mas o entusiasmo em fundar um grupo de regatas não desapareceu. Os jovens decidiram comprar outro barco. George Lenzinger, José Agostinho, José Félix e Felisberto Laport entraram na história, juntaram o dinheiro necessário e compraram o Etoile, de Luciano Gray, logo batizado de Scyra e registrado na Union de Canotiers. Na noite de 17 de novembro de1895, no casarão de Nestor de Barros, número 22 da Praia do Flamengo, onde era guardada a Pherusa e depois a Scyra, foi fundado o Grupo de Regatas do Flamengo e, com ele, eleita a sua primeira diretoria: Domingos Marques de Azevedo, presidente; Francisco Lucci Colás, vice-presidente; Nestor de Barros, secretário; Felisberto Cardoso Laport, tesoureiro. Destacados ainda como sócios-fundadores, José Agostinho Pereira da Cunha, Napoleão Coelho de Oliveira, Mário Spíndola, José Maria Leitão da Cunha, Carlos Sardinha, Eduardo Sardinha, José Felix da Cunha Menezes, Emygdio José Barbosa (ou Emygdio Pereira, ou ainda Edmundo Rodrigues Pereira, há controvérsias) Maurício Rodrigues Pereira, Desidério Guimarães, George Leuzinger, Augusto Lopes da Silveira, João de Almeida Lustosa e José Augusto Chalréo, sendo que os três últimos faltaram à reunião, mas assinaram a ata dias depois e receberam o título. No encontro, foi acordado que a data oficial seria a de 15 de novembro, pois no aniversário do Flamengo sempre seria feriado nacional (Dia da Proclamação da República), e que as cores oficiais seriam azul e ouro, em largas listras horizontais. Primeiras competições, vitórias e mudanças A preocupação com o nacionalismo foi marcante no início do Flamengo. Primeiramente, a denominação de grupo, ao invés de clube, palavra estrangeira. Depois, com a aquisição de novos barcos ao longo dos anos, a origem dos nomes foi a indígena (Aymoré, Iaci e Irerê) ao invés dos antigos, derivados do grego (Pherusa e Scyra). Mas foi com a Scyra mesmo que o Flamengo entrou em sua primeira competição. Um fiasco, causado pela inexperiência dos seus remadores, que comeram um bacalhau à portuguesa com vinho verde antes da disputa. O barco bateu na baliza de sinalização, a tripulação enjoou e, no fim, a embarcação do Botafogo rebocou a Scyra. Passado o primeiro vexame, o Flamengo começou a competir, mas só conseguiu chegar em segundo e terceiro lugar. Por isso, foi logo chamado de Clube de Bronze. A primeira vitória veio no dia 5 de julho de 1898, na I Regata do Campeonato Náutico do Brasil, com Irerê, uma baleeira a dois remos. Nesta época, o Flamengo já reunia seguidores de todas as classes sociais, dos intelectuais, passando pelas famílias tradicionais, até os empregados de comércio, todos torcedores fanáticos do grupo. As mocinhas que caminhavam na praia do Russel acabam sempre no número 22 e a sede do Flamengo ficou conhecida como a "República da Paz e do Amor". Antes um pouco, em 23 de novembro de 1896, uma das mudanças mais significativas na história do Flamengo. Como as camisas do uniforme, listradas nas cores azul e ouro, eram importadas da Inglaterra e desbotavam com facilidade devido ao sol e ao mar das competições do remo, Nestor de Barros propôs que elas fossem para vermelha e preta. Junto com a mudança das cores e o crescimento do Flamengo, veio a transformação de Grupo em Clube, sugerida pelo poeta e cronista Mário Pederneiras. Estava definitivamente concretizado o amor rubro-negro pelo Clube de Regatas do Flamengo. Futebol disputa espaço com o remo Depois de começar mal no remo, o Flamengo foi pegando experiência com o tempo. Afinal, outros grupos já existiam há mais pempo e venciam as competições com maior freqüência, como o Gragoatá, o Botafogo e o Vasco da Gama. As primeiras provas eram conquistadas enquanto a paixão pelo clube aumentava. A partir do início do século XX, o futebol começava a disputar popularidade na cidade do Rio de Janeiro com o remo. Mas, como o clube rubro-negro não dispunha de departamento de esportes terrestres, seus sócios eram obrigados a acompanhar o Fluminense também, pois em Laranjeiras havia um time para torcer. O maior exemplo desta divisão era Alberto Borgerth. Pela manhã, era remador no Flamengo. À tarde, representava o Fluminense no futebol. Os torcedores, sem opção para acompanhar os dois esportes em um só clube, seguiam o mesmo comportamento, dividindo-se na paixão clubística. O Flamengo, então, começou a dar os seus primeiros passos no nobre esporte bretão. O clube começa a disputar alguns amistosos. No primeiro, realizado dia 25 de outubro de 1903 no Estádio do Paissandú Atlético Clube, perde do Botafogo por 5 a 1, com a seguinte formação: G.V. de Castro, V. Fatam, H. Palm, Sampaio Ferraz, A. Gibbons (capitão), L. Neves, C. Pullen, M. Morand, A. Vasconcelos, D. Moutinho e A. Simonsen, com os reservas M. Gudin e A. Furtado. Uma curiosidade é que o time de futebol não entrava em campo com o uniforme oficial do Flamengo. No primeiro jogo, vestiu camisas brancas e shorts pretos. Depois, foi obrigado a usar o Papagaio de Vintém e a Cobra Coral. O esporte era malvisto pelo remo rubro-negro e, por isso, o clube só se filiou à Liga Metropolitana de Futebol – criada em 1905 - em 1912, depois do ingresso dos ex-tricolores, ficando cerca de nove anos disputando somente amistosos. O futebol oficial no Flamengo O futebol do Flamengo é dissidente do Fluminense. Em 1911, o tricolor estava às vésperas do título carioca, mas, atravessava grave crise interna. O capitão do time, Alberto Borgeth (o mesmo que remava pelo Flamengo), se desentendeu com os dirigentes e, depois de conquistado o campeonato, liderou um movimento de saída das Laranjeiras. Dez jogadores campeões deixaram o Fluminense: Othon de Figueiredo Baena, Píndaro de Carvalho Rodrigues, Emmanuel Augusto Nery, Ernesto Amarante, Armando de Almeida, Orlando Sampaio Matos, Gustavo Adolpho de Carvalho, Lawrence Andrews e Arnaldo Machado Guimarães. Dia 8 de novembro, foi aprovado o ingresso dos novos sócios. Os remadores do Flamengo, porém, não eram favoráveis à dedicação oficial do clube rubro-negro ao futebol, caso que estava sendo analisado por uma comissão da qual o líder era justamente Alberto Borgerth. Mas não teve jeito mesmo. Em assembléia realizada no dia 24 de dezembro de 1911, o Flamengo criou oficialmente o seu time de futebol, sob a responsabilidade do Departamento de Esportes Terrestres. A equipe treinava na praia do Russel e conquistava maior simpatia ainda com o povo, que acompanhava de perto os atletas no dia-a-dia. No primeiro jogo oficial, realizado dia 3 de maio de 1912, no campo do América, na Campos Sales, uma goleada, a maior da história do clube. O Flamengo venceu o Mangueira por incríveis 15 a 2. A equipe rubro-negra jogou com Baena, Píndaro e Nery; Curiol, Gilberto e Galo; Baiano, Arnaldo, Amarante, Gustavo de Carvalho, e Borgerth. Gustavo Adolpho de Carvalho marcou o primeiro gol oficial da história do Flamengo e fez outros três no jogo. Arnaldo (4), Amarante (4), Borgeth (2) e Galo (1) completaram o placar. Como não possuía um campo próprio, o Flamengo mandava os seus jogos no Fluminense. Depois de um tempo, arrendou um espaço na rua Paissandu, de propriedade da família Guinle, e parou de considerar o estádio das Laranjeiras como a sua casa. O primeiro FLA X FLU e os primeiros títulos No dia 7 de julho de 1912, o Flamengo disputou o seu primeiro Fla x Flu. Os campeões dissidentes do tricolor que passaram a defender o rubro-negro, porém, surpreendentemente perderam por 3 a 2 no confronto com o ex-clube. Muitos dizem que por causa desta derrota é que abriu-se a enorme ferida que alimenta a eterna rivalidade do clássico mais famoso do mundo, o único que tem nome próprio. Mas a primeira derrota para o rival não abalou em nada o ânimo rubro-negro. Nos oito primeiros anos de disputa futebolística, dois tricampeonatos nos 2º Quadros (aspirantes da época), 1912/13/14 e 1916/17/18, dois vice-campeonatos, em 1912/13, e um bicampeonato com a equipe principal, 1914/15. No primeiro título oficial conquistado pelo Flamengo, apenas uma derrota, para o Botafogo, por 2 a 1. Já o bicampeonato foi invicto. Destacou-se nas duas campanhas o artilheiro Riemer, com 8 gols em 1913, 14 e 15. Conforme ia se afirmando como esporte importante no clube, o futebol mudava de uniforme. Em 1912, a estréia oficial foi feita com a camisa quadriculada em vermelho e preto, logo apelidada jocosamente de Papagaio de Vintém pelos adversários. No ano seguinte, mudança para as listras vermelha e preta, sendo que com um friso branco entre uma e outra. Também ganhou apelido, o de Cobra Coral. Como era muito semelhante ao pavilhão fascista alemão, em 1914 ficou determinado finalmente que os jogadores do futebol poderiam usar o mesmo uniforme dos remadores, implantando-se, enfim, a igualdade nos dois esportes. O resultado foi a conquista do primeiro título. Superstição ou não, funcionou e continuou assim. Mas, após o bicampeonato de 1914/15, o Flamengo sofreu um duro golpe. A família Guinle não quis renovar o contrato de arrendamento do campo de treino da rua Paissandu, dando somente a opção de compra. Como o clube não dispunha de verbas para investimento de tal vulto, ficou com o prazo até o dia 31 de dezembro de 1931 para deixar o local. A conquista definitiva do povo A década de 20 foi boa para o Flamengo. Depois de conquistar os títulos de 1914/15 no futebol, o clube voltou a levantar o título carioca em 1920, de forma invicta e marcando a primeira dobradinha com o remo - que havia ganho pela primeira vez no bicampeonato de 1916/17 - sendo campeão de terra e mar. A taça de 1920 também foi importante para aumentar ainda mais a rivalidade com o Fluminense. Com a conquista, o Flamengo impediu, pela primeira vez, um tetracampeonato do tricolor. Em 1921, novo título no futebol. Os principais nomes do time eram os atacantes Junqueira, Candiota, Nonô e Sidney, Porém, nos três anos seguintes, o Flamengo foi vice-campeão seguidamente, voltando a conquistar o Carioca somente em 1925. Nesta campanha, só foi derrotado uma vez - pelo Fluminense, placar de 3 a 1 -, venceu pela primeira vez outro tradicional rival, o Vasco da Gama, por 2 a 0, e teve em Nonô o grande artilheiro e destaque novamente, com 27 gols em 18 jogos.

SANTOS FUTEBOL CLUBE


O Santos FC foi fundado no dia 14 de abril de 1912, por iniciativa de três esportistas da Cidade (Raymundo Marques-foto-, Mário Ferraz de Campos e Argemiro de Souza Júnior) que convocaram uma assembléia na sede do Clube Concórdia (localizado na Rua do Rosário- Atual Avenida João Pessoa), para a criação de um time de futebol. Durante a reunião, surgiu a dúvida quanto ao nome que seria dado à essa agremiação. Várias sugestões apareceram: Concórdia, Euterpe ou Brasil Atlético. Mas os participantes da reunião aclamaram, por unanimidade, a proposta de Edmundo Jorge Araújo: a denominação Santos.
No início de 1913, o Santos recebia um convite da Liga Paulista de Futebol para disputar o campeonato estadual daquele ano. Esta foi a primeira competição oficial disputada pelo clube. Sua estréia aconteceu no dia 1º de junho, diante do Germânia. O resultado, porém, não foi nada animador: derrota por 8 a 1. O Santos jogou com Durval Damasceno, Sebastião Arantes e Sydnei Simonsen; Geraule Ribeiro, Ambrósio Silva e José Pereira da Silva; Adolfo Millon, Nilo Arruda, Anacleto Ferramenta, Harold Cross e Arnaldo Silveira. Desde os primeiros anos de existência, o quadro de futebol do Santos obteve êxitos memoráveis, tanto em jogos locais como internacionais. Seu primeiro título de Campeão Paulista aconteceu em 1935, após um declínio dois anos antes, em razão da criação do profissionalismo no futebol. Após a Era Pelé, o Santos Futebol Clube continuou seu caminho de glórias. Em 1978 formou um time campeão. Os Meninos da Vila, apelido dado pela juventude dos atletas da equipe, conquistaram o Campeonato Paulista de 1978. Destacaram-se na época Juari, Pita, Ailton Lira entre outros.